Professor Emérito da Universidade do Minho

Departamento de Filosofia

​Instituto de Letras e Ciências Humanas​

acilio@ilch.uminho.pt

​acilio@netcabo.pt​

 

Da ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA  (Sócio-correspondente da 3ª secção, classe LETRAS)

«Ontem, como hoje, (…) recusar o “pronto a pensar” é buscar o encontro com a “via longa” de manifestação do que de mais autêntico se é portador. Antes, o filósofo Sócrates queria tornar os homens melhores; hoje, as suas interrogações sobre a virtude e o bem são também as nossas, embora as nossas respostas sejam necessariamente diversas; se então a tarefa estava facilitada com a filosofia debatida na praça pública, hoje, com as novas tecnologias, quando o pensamento é instigado a tornar-se espectáculo, a simplesmente fazer audiência, pode não ser mais que um outro retorno a uma nova sofística».

 

Acílio da Silva ESTANQUEIRO ROCHA, “A Filosofia hoje…”, in Francisco J. Barcia González e Nel Rodríguez Rial, Desafios do Século XXI, Universidade de Santiago de Compostela, 2007, p. 278.

 

«Sauf en figeant les sociétés humaines pour en réduire entièrement l'idée même de progrès, sauf en faisant disparaître les notions de valeurs, d'idéaux, de droits et de devoirs, de responsabilité, abandonnant l'humanité aux lois d'un mécanisme planificateur ou aux seules forces de l'instinct, il paraît exclu que les hommes acceptent de vivre et surtout d'agir sans la représentation de fin, sans projet et sans avenir».

 

ID., “Métaphysique et Utopie: la réflexivité de la pensée et le discours de l’imaginaire”, in L. Langlois et J.-M. Narbonne, La Métaphysique: son histoire, sa critique, ses enjeux, Paris, Vrin / Québec Les Presses de l’Université Laval, 2000, p. 1025.

 

«A Universidade é, ela própria, e nas suas multímodas dimensões, uma expressão da cultura; e, ao longo dos tempos, em admirável conúbio, estabeleceu-se uma estreita relação entre cultura e universidade: a cultura deu corpo à universidade e esta amplificou e aprofunda a cultura. (…) Ora, o cultivo da razão é o mais poderoso dos instrumentos de humanização, seja no que é mais especificamente humano seja no que concerne mais propriamente à vida material. Deste modo, a cultura é, na universidade, a sua própria identidade nascida na história, que ao mesmo tempo a singulariza e a torna eterna. Por diversas vezes o disse, parafraseando Pascal: na universidade, “a cultura deve ser um universo cujo centro está em toda a parte e a circunferência em parte nenhuma”».

ID., “A Universidade, entre autonomia e heteronomia”, Scientia Juridica, LXI, 2012, nº 328, pp. 34-35.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now